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Exóticos - Répteis

Tartaruga Verde de Água Doce


As tartarugas são répteis que possuem uma carapaça, e que hibernam se a temperatura exterior for baixa.

São animais sociáveis, que apreciam a companhia dos da sua espécie, e gostam de nadar e mergulhar.
A altura ideal para adquirir a sua tartaruga é no início da Primavera, uma vez que o tempo mais quente favorece a sua adaptação.
Como as tartarugas mais frequentemente vendidas em Portugal são as tartarugas verdes de água doce (Trachemys Scripta Elegans), os conselhos que se seguem dirigem-se essencialmente às tartarugas dessa espécie.

Alojamento

As tartarugas necessitam de espaço para poderem nadar, boiar e mergulhar, pelo que os pequenos aquários com uma palmeirinha, normalmente vendidos nas grandes superfícies e algumas lojas de produtos para animais, não são os mais indicados para elas.

0 aquaterrário deve ser preferencialmente construído em vidro acrílico. 2/3 a 3/4 do recipiente serão cheios de água, numa altura mínima de 30 cm.
Devem existir dois esconderijos, um dentro e outro fora de água, e se possível, uma parte do aquaterrário deve estar sempre à sombra.
As tartarugas verdes de água doce passam a maior parte do seu tempo dentro de água, saindo apenas para apanhar sol, geralmente durante cerca de 3 horas.
A água deve estar livre de cloro, pelo que se aconselha a utilização de água mineral engarrafada, e as pedras e areão devem ser sempre desinfectados e bem lavados. A existência de plantas verdes serve não só como decoração, mas também para o oxigenação e a limpeza da água.
Se a temperatura descer abaixo dos 16º C, as tartarugas deixam de se alimentar. Se a temperatura descer abaixo dos 10º C, elas hibernam totalmente.
Quando necessário, podem colocar-se lâmpadas de amplo espectro, (que imitam a luz solar), e/ou lâmpadas de aquecimento.

Higiene
A frequência das limpezas varia com as condições e a temperatura do alojamento.
0 ideal é nunca ter de desmontar totalmente o aquaterrário. A água deve ser mudada duas vezes por mês, e o fundo aspirado.

Alimentação
As tartarugas verdes de água doce só conseguem engolir os alimentos se estiverem com a boca dentro de água.
Assim, e para manter a água do aquaterrário mais limpa, deve alimentar-se a tartaruga num pequeno recipiente à parte.
Até atingir o estado adulto (4/5 anos), elas são predominantemente carnívoras, e podem comer insectos, larvas de insectos, lesmas, peixes crus, salmão, truta, atum, pescada, sardinhas, caranguejos, camarões, minhocas, caracóis, carne crua (fígado e coração), queijo e ovo cozido. Quando adultas, alimentam-se também de plantas aquáticas, agriões, alface, espinafres, salsa, couve branca, cenoura, e similares.
Deve suplementar-se a alimentação com vitaminas (principalmente vitamina A), e minerais.©

Bibliografia Aconselhada
Freire de Andrade, I. (1994) - A tartaruga verde de água doce.
Editora Multinova

Iguana


A popularidade dos Répteis, em especial da iguana, como animais de companhia tem vindo a crescer muito rapidamente ao longo dos últimos anos. Embora possa parecer interessante possuir um pequeno dinossauro em casa, é importante sublinhar que um réptil tem necessidades muito específicas, pelo que a manutenção destes animais é cara e trabalhosa.
A iguana é um Sáurio arborícola proveniente de regiões tropicais. Pode atingir 1,5 m de comprimento e viver entre 12 e 20 anos.

Alojamento e manutenção
As iguanas não são animais sociais. Embora possam tolerar o contacto com Humanos, a manipulação excessiva pode estar na origem dum nível de stress potencialmente fatal. O alojamento destes animais (designado de terrário) deve incluir esconderijos onde a iguana possa refugiar-se quando não quer ser incomodada. Como são animais muito territoriais, devem ser alojados isoladamente. Os terrários são, na sua maioria, feitos de vidro, que é um material impermeável e de desinfecção fácil. A desinfecção do terrário é efectuada com lixívia diluída em 10 partes de água.
O terrário deve ser o maior possível. No mínimo, deve permitir que a iguana se estique totalmente e se vire sem tocar nas paredes. Uma vez que esta espécie é arborícola, o terrário deve ser alto ou situar-se numa prateleira elevada.
O fundo do terrário deve ser forrado com papel de cozinha, tiras de jornal ou turfa. A areia e pedras não constituem substratos adequados, porque podem ser ingeridos e estar na origem de distúrbios gastrointestinais graves. No interior do terrário, colocam-se troncos para a iguana trepar. Não deve cruzar os troncos, porque a cauda pode ficar presa entre eles e sofrer traumatismos graves.
Os Répteis são animais de sangue frio. Isso significa que necessitam duma fonte externa de calor para manter uma temperatura corporal compatível com a vida. A temperatura ambiente ideal para uma iguana é de 27 – 29º C durante o dia, e 24ºC à noite. O terrário deve dispor de duas fontes de calor: uma que proporciona a temperatura de fundo e outra que promove um local onde a temperatura é mais elevada (deve haver um gradiente de temperaturas no interior do terrário, não uma temperatura uniforme). A temperatura de fundo pode ser proporcionada por uma placa de aquecimento, que é colocada sob o substrato do terrário. A outra fonte de calor deve ser constituída por uma lâmpada, especialmente concebida para este fim, que é protegida do réptil com uma rede. Desaconselha-se o uso de pedras e troncos de aquecimento, que provocam, muitas vezes, queimaduras graves.
Outro aspecto vital para qualquer Réptil é a exposição diária a radiação ultra-violeta (UV), sem a qual não conseguem produzir vitamina D. Para o efeito, deve permitir-se que a iguana se exponha à luz directa do Sol (sem a interposição de nenhum vidro). Alternativamente, coloca-se uma lâmpada de radiação UV sobre o terrário. Esta lâmpada tem de ser substituída a intervalos de 6 a 12 meses e não deve estar protegida por vidro nem plástico. As lâmpadas do terrário devem ser ligadas e desligadas de modo a proporcionar um período de iluminação de 12 horas diárias.
Sendo proveniente de climas tropicais, a iguana necessita de níveis de humidade relativa na ordem dos 80 a 100%. O terrário deve ser borrifado com água todos os dias e deve dispor de recipientes pouco profundos com água, onde a iguana possa banhar-se.
Por fim, é muito importante que o terrário disponha dum bom sistema de ventilação, para que não haja acumulação de gases nocivos no seu interior.

Alimentação
As iguanas são exclusivamente herbívoras. Na Natureza alimentam-se de folhas, flores e frutos. Pode, e deve, fornecer uma enorme diversidade de vegetais à sua iguana. Para os exemplares jovens de pequenas dimensões, os alimentos devem ser cortados em pequenos fragmentos. Os animais são alimentados uma vez por dia. Os alimentos devem ser lavados, escorridos, cortados, misturados e fornecidos à temperatura ambiente (ou ligeiramente mais quentes). Os alimentos básicos da dieta duma iguana incluem: vegetais verde-escuros (espinafres, folhas de videira e amoreira, couve, luzerna, dente de leão, salsa, trevo, rama de cenoura, nabiças, entre muitas outras), cenoura, rebentos de soja, maçã, pêra, figo, tomate, banana (com a casca), arroz cozido e pão integral humedecido em sumo de fruta. Ocasionalmente (uma vez por semana) pode fornecer-se: morango, pêssego, pétalas de rosa, feijão verde, ervilha com a vagem e tofu. A dieta diária deve ser suplementada com óleo de fígado de bacalhau e casca de choco em pó, ou com suplementos vitamínicos e minerais destinados a esta espécie.©
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Tartaruga Terrestre


As tartarugas terrestres mais frequentes no mercado de animais de companhia em Portugal pertencem ao género Testudo, originárias da bacia Mediterrânea. São animais muito longevos (podem atingir os 50 anos de idade), e quando adultos medem 20 a 30 cm de comprimento, consoante a espécie. Os machos distinguem-se pela cauda mais longa e são, geralmente, menores que as fêmeas.

Alojamento e manutenção
Quando o clima é ameno, as tartarugas terrestres gostam de ser mantidas num recinto exterior. Deverá ser uma área relativamente grande, de solo seco e bem iluminada, na qual devem existir plantas comestíveis variadas (ex. trevo, luzerna, dente de leão, gramíneas). O alojamento no exterior é simples, e apresenta a vantagem de proporcionar uma iluminação natural, vital para qualquer réptil. Deve ser devidamente protegida do ataque de predadores potenciais, tais como cães, gatos, ratos e gaivotas.
Durante o Inverno, as tartarugas devem ser mantidas no interior, num terrário. Os lados do alojamento devem medir, pelo menos, 5 vezes o comprimento da carapaça da tartaruga. Pode ser feito de vidro ou acrílico, com todos os lados ou apenas a frente transparente.
Quando são jovens, as tartarugas mediterrâneas gostam de escavar buracos. O substrato do terrário deve permitir-lhes manifestar esse comportamento. No fundo do terrário pode ser colocado granulado de luzerna, papel de jornal, gravilha de grandes dimensões, ou mistura de terra e turfa. Não se recomenda o uso de areia, relva artificial, areia para gato, pedras de aquariofilia nem casca de milho, que podem ser ingeridas e provocar problemas digestivos graves.
A placa ou fio de aquecimento ocupa ¾ da área do terrário. Na extremidade oposta à que não tem fonte de calor, são colocadas as lâmpadas de aquecimento e de radiação ultra-violeta (ou uma lâmpada de espectro solar completo). As lâmpadas devem permanecer ligadas 12 horas por dia. Recordar que a lâmpada UV não pode ser isolada da tartaruga por vidro nem por plástico e deve ser mudada de 6 em 6 meses. A temperatura no interior do alojamento deve variar entre 20 e 27º C, e a humidade relativa ideal situa-se entre 30 e 50%.
Na extremidade mais fria, coloca-se um recipiente com água, para a tartaruga beber e banhar-se. Sugere-se um prato de cerâmica, semelhante aos que habitualmente colocamos sob os vasos de plantas. O declive do bordo deve permitir que a tartaruga entre e saia do prato com facilidade. Na zona mais quente coloca-se um abrigo, para a tartaruga se esconder quando se sente ameaçada. Pode ser um tubo plástico, um vaso invertido (no qual se faz uma abertura para permitir a entrada da tartaruga) ou um pedaço de cortiça.
O terrário pode ser decorado com plantas artificiais.

Alimentação
Estas tartarugas são 100% herbívoras. Alguns dos alimentos que podem constituir a base da dieta destes animais incluem: espinafres, maçã, dente de leão, luzerna, trevo, cereais, alface, pêra, couve-flor, figo, cenoura, tomate, banana (com a casca), sementes e rebentos de soja, e pão integral humedecido em água ou sumo de fruta. Ocasionalmente, podem oferecer-se morangos, groselhas, pêssego, bichos da farinha, feijão seco e verde, pétalas de rosa e larvas de insectos. O “osso” do choco ou suplementos vitamínicos e minerais para répteis também devem estar presentes regularmente na alimentação da sua tartaruga terrestre.
O alimento deve ser fornecido uma vez por dia, e a parte não consumida deve ser removida antes que se estrague, para que não constitua uma fonte de doenças para a sua tartaruga.

Hibernação
Na Natureza, as tartarugas mediterrâneas hibernam quando a temperatura desce abaixo dos 15º C. É possível hibernar uma tartaruga em cativeiro, mas tal exige cuidados especiais. A hibernação é um processo delicado e, se a tartaruga não estiver totalmente saudável, será melhor mantê-la desperta durante todo o ano. O que nunca pode acontecer é manter a tartaruga a uma temperatura intermédia entre a hibernação e a actividade (ou seja, entre 10 e 20º C).
Durante as 4 semanas que antecedem a hibernação, a tartaruga deixa de ser alimentada. Ao longo desta fase, o fotoperíodo é reduzido lentamente e a temperatura do terrário é reduzida em 5º C por semana. As tartarugas são banhadas diariamente, para esvaziar completamente o tubo digestivo do réptil.
A tartaruga é colocada numa caixa para hibernar. Esta é colocada dentro doutra caixa, da qual é separada por material isolante. É importante manter um bom controlo da humidade (90 a 95%) e uma boa ventilação durante a hibernação. Para o efeito, é suficiente abrir a caixa uma vez por dia, sem incomodar o réptil. A temperatura é mantida entre 3 e 9 ºC, o que é facilmente conseguido no interior do seu frigorífico. A temperatura nunca deve ser inferior a 0 ºC. Pese a sua tartaruga semanalmente, ao longo dos 2 a 3 meses de hibernação. O animal não deve perder mais de 10% do peso inicial. Caso isso se verifique, a tartaruga deve ser despertada e alimentada.
Para despertar a sua tartaruga, retire-a da caixa e eleve a temperatura gradualmente (coloque-a à temperatura ambiente e eleve-a 1 a 2º C por dia). Banhe a tartaruga duas vezes por dia, em água morna, para estimular a actividade digestiva. Ao fim de uma semana, a tartaruga deverá estar apta a alimentar-se. Pode fornecer um alimento apetecível (ex. pepino) para estimular a ingestão.
Monitorize a actividade da sua tartaruga nas 3 semanas que se seguem à hibernação, para identificar o aparecimento de qualquer sinal de doença.©
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