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Conselhos Úteis
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Exóticos - Mamíferos
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Coelho
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Os coelhos são animais um pouco nervosos, que precisam de se sentir confiantes para exprimir as suas qualidades. Todas as raças de coelhos, puras ou híbridas, podem dar um bom animal de companhia.
Quando se sentem ameaçados, podem tentar fugir ou arranhar com as patas posteriores, mas raramente mordem.
Os coelhos são herbívoros, mas digerem mal a celulose, e por esse motivo, tal como a maior parte dos mamíferos roedores, possuem um aparelho digestivo muito particular (caecotrófico), que realiza uma digestão dupla dos alimentos. Os coelhos fazem dois tipos de excrementos: as fezes secas e duras (caganitas), e uns excrementos mais moles, muito ricos em proteínas (os cecotrófos), que são produzidos especialmente durante a madrugada. 0 coelho ingere os cecotrófos para aproveitar ao máximo os nutrientes e as vitaminas do alimento que na primeira fase da digestão não foram bem assimilados.
Alojamento
As jaulas devem ter uma superfície que permita ao coelho mover-se livremente, e uma altura adequada ao tamanho do animal. 0 material da jaula deve ser resistente às roídelas, mas de fácil limpeza e desinfecção. 0 fundo da jaula não deve ser em rede, porque existe sempre o risco de eles entalarem os dedos e assim se magoarem nas patas.
No soalho da jaula é aconselhável colocar aparas de madeira de faia, feno ou jornais às tiras, que devem ser mudados duas vezes por semana. Não se deve utilizar o areão dos gatos, porque o pó que este liberta pode irritar os olhos dos coelhos. Deve colocar-se dentro da jaula uma caixa com feno para proporcionar um bom ninho.
Alimentação
0 alimento deve estar sempre à disposição, assim como água fresca.
Nunca se deve mudar subitamente a alimentação, porque qualquer distúrbio que provoque alteração da flora intestinal do coelho pode provocar a sua morte.
É fundamental fornecer feno ou palha (ricos em celulose) para regular o trânsito intestinal.
Existem no mercado boas rações comerciais que podem ser suplementadas com sementes secas (feno, aveia, trigo), bem como com alguma (pouca) fruta e verduras (cenouras, alface, couves).
Vacinas
A vacinação é a única forma de evitarem as doenças virais que a seguir se descrevem.
Mixomatose: é uma doença causada por um vírus que se transmite através da picada de insectos (pulgas, moscas e mosquitos), ou pelo contacto directo entre coelhos. Os sintomas são: febre, conjuntivite, edema das patas e da cabeça e aparecimento de nódulos rosa violáceos na zona anogénital, boca e olhos.
A primovacinação deve ser iniciada na 4ª semana de idade, e a revacinação deve ser efectuada de 4 em 4, ou 6 em 6 meses, dependendo da incidência da doença na zona.
Doença Vírica Hemorrágica: é uma doença causada por um vírus, e é altamente contagiosa por via aérea. 0 período de incubação é de 24 a 48 horas.
A sintomatologia é praticamente inexistente devido à rapidez da evolução. Observa-se, por vezes, sangue nas narinas. A morte é súbita e acompanhada de hemorragias internas extensas.
A primovacinação é realizada a partir da 4ª semana de idade, e a revacinação deve ser efectuada de 6 em 6 meses.©
Bibliografia Aconselhada
Laber-Laird K, Swindie M.M. and Flecknell P.(1996) - Handbook of Rodent and Rabbit Medicine.
First Edition
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Cobaio
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São animais diurnos muito sociáveis, que gostam de companhia, pelo que devem sempre mantidos em grupos. Raramente lutam entre si.
Alojamento
As jaulas devem ter dimensões idênticas às dos coelhos.
Deve escolher-se uma estrutura com feno em forma de tubo, semelhante a uma toca, para eles dormirem. No soalho pode utilizar-se palha, papel de jornal ou aparas de madeira, que devem ser mudadas uma vez por semana.
Alimentação
Os cobaios não sintetizam vitamina C, pelo que é fundamental fornecer-lhes laranja, kiwi e couves, bem como suplementos desta vitamina. Existem rações no mercado específicas para cobaios que já possuem vitamina C.
Deve-se-lhes fornecer feno ou palha (ricos em celulose), para regular o seu trânsito intestinal.
0 ideal é colocar a água em biberões suspensos na jaula, porque eles defecam nas tigelas da comida e da água.©
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Hamster
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São animais nocturnos e que hibernam a temperaturas inferiores a 10º C.
Devem ser mantidos solitários, pois lutam imenso e não apreciam ter companhia.
Quando assustados, podem dar dentadas.
Têm a capacidade de armazenar comida nas suas bochechas.
Alojamento
As jaulas em metal são um pouco frias, pelo que as de plástico são mais aconselhadas. 0 espaço deve ser suficiente e proporcionar alguns esconderijos e ninhos onde ele possa dormir durante o dia. Para os ninhos, o feno e o jornal são os materiais mais recomendados. 0 algodão não é aconselhado, porque eles podem engoli-lo, e o material com fios pode garrotar as patas. No soalho podem utilizar-se aparas de madeira ou areia tratada.
É aconselhável colocar uma roda para eles brincarem e fazerem exercício. As jaulas devem ser limpas semanal ou quinzenalmente.
Alimentação
0 alimento deve ser à base de sementes secas, alguma verdura fresca (alface, cenoura, feijão verde) e fruta (maçãs, pêras), assim como pequenas quantidades de produtos ricos em proteínas e em vitamina E (carne e leite).
A água deve ser fornecida em biberões suspensos na parede da jaula.
Os recipientes da comida devem ser de material resistente (louça).©
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Chinchila
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Apesar de envergonhados e assustadiços, não devem ser mantidos em solitário.
São animais muito limpos, tendencialmente com hábitos nocturnos, mas podem igualmente ser muito activos durante o dia.
Alojamento
São muito acrobatas, pelo que necessitam de muito espaço para se movimentarem. A jaula deve ter aproximadamente 2 x 2 x 1 metros, e deve possuir um ninho de madeira com 30 x 25 x 20 cms.
Tomam banhos de areia. 0 recipiente da areia (fino pó vulcânico) deve ter uma altura suficiente para permitir que ele se possa rebolar.
Alimentação
Pode ser alimentado com as rações comerciais específicas para chinchilas, mas em quantidade racionada (nunca se deve dar as rações dos coelhos e cobaios!).
Frutos secos e nozes são muito apreciados, assim como o feno, as cenouras, e os vegetais verdes bem lavados.
São muito sensíveis às alterações alimentares, pelo que qualquer alimento novo deve ser introduzido gradualmente.©
Bibliografia Aconselhada
Mainwaring, U. (1962). The handling and management of the chinchilia.
Journal of Small Animal Practice 4, 197
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Esquilos
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Hibernam com temperaturas inferiores a 10º C, adoram banhos de areia e armazenam imensa comida nas bochechas.
A alimentação deve ser racionada, e à base de alimentos secos de alto valor proteico (avelãs, nozes, aveia, trigo, etc.).
Das 24 espécies de esquilo que existem na Natureza, o esquilo coreano (também designado esquilo siberiano ou esquilo japonês) é o mais frequentemente encontrado nas lojas de animais.
Em estado selvagem, o esquilo está activo durante o dia e habita, predominantemente, o solo das florestas, embora possa subir às árvores na busca de alimento. O peso adulto varia entre 70 e 120 g. a esperança média de vida é de 4 a 6 anos. No entanto, os machos podem atingir os 8 anos e as fêmeas podem viver até aos 12 anos.
Alojamento e manutenção
Os esquilos são difíceis de manipular e necessitam de muito espaço para se sentirem felizes. Se forem mantidos em condições inadequadas, tornam-se muito agressivos e desencadeiam comportamentos anormais. A proximidade de televisores e rádios é particularmente stressante para estes animais!
São animais muito activos e as gaiolas destinadas a pequenos roedores não são adequadas para os esquilos. Consideram-se umas dimensões mínimas de 1,2 m de altura, mas na verdade nenhuma gaiola é suficientemente grande. O alojamento mais adequado consiste numa instalação exterior do tipo aviário, que deve ser à prova de fuga.
Os esquilos gostam muito de escavar. O fundo da gaiola deve ser sólido e coberto por uma camada espessa de aparas de madeira ou turfa, onde o animal possa exibir o seu comportamento natural.
No interior da gaiola colocam-se ramos de árvore de fruto, cordas grossas e tubos, que os animais possam explorar.
Podem ser alojados isoladamente, em pares ou em pequenos grupos constituídos por um macho e duas ou três fêmeas. Deverá haver um ninho para cada animal, o qual é forrado com feno, palha ou tiras de papel. Os ninhos devem ser limpos uma vez por mês. O local utilizado para as necessidades deve ser limpo regularmente, de preferência durante a noite.
Alimentação
Apesar da dieta dos esquilos ser, maioritariamente, constituída por sementes, rebentos, folhas e flores, estes animais são omnívoros, o que significa que se alimentam de produtos de origem animal e vegetal.
Os esquilos de estimação podem ser alimentados com misturas comerciais destinadas a roedores, suplementadas com fruta, frutos secos, vegetais, biscoitos de cão, carne cozida, larvas de insecto e ovo cozido.
O bebedouro deve ser de pipeta.
Reprodução
A época de reprodução decorre entre Março e Setembro. Cada fêmea pode ter até duas ninhadas por época de reprodução, cada uma das quais constituída por 3 a 5 crias. A gestação tem a duração aproximada de um mês e os bebés nascem cegos e sem pêlo. Saem do ninho aos 35 dias e estão prontos para ser desmamados aos 42 dias de idade.©
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Furão
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O furão doméstico é um pequeno carnívoro, que está a ganhar popularidade como animal de estimação. É curioso, muito activo e sociável. Embora possam conviver harmoniosamente com cães e gatos, os furões não devem ser mantidos em contacto com coelhos nem com pequenos roedores. A sua esperança média de vida é de 5 a 8 anos e os machos são duas vezes maiores que as fêmeas.
Alojamento e manutenção
Deve manter o seu furão sempre fechado (e em segurança) numa gaiola enquanto estiver sozinho em casa. No entanto, não é adequado mantê-lo encerrado numa pequena gaiola durante todo o dia e é importante proporcionar-lhe, pelo menos, 2 horas de exercício diário.
A gaiola deve ser de construção sólida e à prova de fugas. Deve ter altura suficiente para permitir que o furão se erga sobre os membros posteriores e deve ser ampla, de forma a permitir a definição zonas distintas para alimentação, descanso e eliminação de dejectos. Os alojamentos de vidro não são adequados, porque não proporcionam uma boa ventilação. O fundo pode ser sólido ou em rede e deve ser coberto com aparas de madeira ou tiras de papel de jornal. Deve evitar materiais muito pulverulentos (como a serradura), que podem ser inalados e provocar irritação nasal.
Na zona de eliminação (que deve ser bem afastada das zonas de repouso e alimentação) é colocado um tabuleiro para o seu furão fazer as necessidades. Aconselha-se a utilização dum recipiente fundo, porque os furões (em particular os machos) gostam de marcar superfícies verticais com urina.
Proporcione, também, uma caixa de madeira, plástico ou cartão para o seu furão dormir. Esta deve ser fechada, escura e provida dum orifício para o acesso do pequeno animal. No interior, coloque uma toalha ou uma camisola velha.
Os bebedouros de pipeta (como os que são comercializados para coelhos) são práticos e higiénicos. Devem ser lavados e renovados diariamente. Os comedouros devem ser muito pesados ou estar bem fixos à face lateral da gaiola, para que o inquieto furão não entorne sistematicamente o alimento.
Quando soltar o seu furão, deve assegurar-se que o local está preparado para prevenir brincadeiras perigosas. Remova todos os objectos de borracha (incluindo sapatos) e impeça o acesso a fios de electricidade. Tape todos os orifícios com um pedaço de madeira resistente. Os furões gostam de se enfiar em locais escuros e estreitos. Sacos de pano, tubos e caixotes constituem os melhores brinquedos para o seu furão. Este animal inteligente pode ser ensinado a utilizar um caixote para fazer as necessidades, à semelhança dum gato. No entanto, como defeca e emite urina com muita frequência, é importante proporcionar um caixote em cada divisão onde o furão possa aceder.
Alimentação
Os furões são estritamente carnívoros. Se não encontrar uma ração para furão no mercado, pode alimentar o seu animal de estimação com uma ração de boa qualidade para gatinho em crescimento, de preferência na forma de granulado seco. Para se assegurar de que está a fornecer um alimento adequado ao seu furão, deve garantir o cumprimento das seguintes regras:
- Valor de proteína bruta entre 30 e 35 %
- Conteúdo em gordura (lípidos) na ordem dos 15 a 20 %
- Os três primeiros ingredientes devem ser derivados da carne.
Apesar destes animais apreciarem fruta e alimentos doces, não devem consumi-los, porque não têm um tubo digestivo preparado para o consumo de açúcares nem de fibra. Os suplementos mais adequados para estes animais incluem vísceras de animais, carne e ovos crus, bem como óleos de peixe e gordura da carne.
O alimento deve estar sempre disponível, porque os furões não toleram jejuns prolongados.
Reprodução
Furões machos e fêmeas atingem a maturidade sexual entre os 6 e os 12 meses de idade. Os furões sexualmente activos emanam um odor extremamente intenso, que se deve a um aumento da secreção das glândulas sebáceas da pele. Por esta razão, a pelagem destes animais adquire uma textura oleosa. O período de actividade sexual situa-se entre Março e Agosto, o que corresponde à época do ano durante a qual há um maior número de horas de luz por dia. A iluminação artificial pode manter os furões sexualmente activos todo o ano.
O cio das fêmeas é marcado por um aumento evidente do volume da vulva. Na ausência de um macho, a fêmea de furão pode permanecer em cio durante meses. Não deve permitir que a sua furoa se mantenha em cio durante mais de 10 dias. Caso tal se verifique, procure um veterinário, pois ela pode correr risco de vida.
A gestação tem a duração de 41 a 43 dias, após os quais podem nascer até 18 crias cegas, surdas e cobertas por uma fina pelagem branca. A cor só começa a definir-se a partir dos 3 dias e os olhos abrem cerca do 32º dia de vida. Os furõezinhos são desmamados entre as 6 e as 8 semanas. No entanto, a reprodução de furões não é simples e a taxa de mortalidade das crias é elevada.
Aspectos médicos e legais
Os furões devem ser vacinados contra a esgana canina. Pergunte ao seu veterinário se está familiarizado com esta espécie, uma vez que algumas vacinas utilizadas no cão podem provocar esgana no furão, doença que é quase sempre fatal para esta espécie. A vacinação pode ser iniciada às 8 semanas de idade. Se for viajar com o seu furão para fora do país, também deve vaciná-lo contra a raiva.
Os furões podem ser infectados pelo vírus da gripe humana, pelo que deve ter cuidado se estiver engripado e possuir furões. No entanto, esta não é uma doença grave.
A castração dos machos e a ovariohisterectomia das fêmeas reduz, dramaticamente, o odor destes animais, pelo que quase todos os donos acabam por optar pela cirurgia. A intervenção pode ser realizada a partir dos 4 meses.
Por fim, resta informar que, até à presente data, a Lei Portuguesa não considera o furão como animal de estimação. Isto significa que a posse destes animais é ilegal no nosso país.©
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Porquinho da Índia
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Os Porquinhos da Índia, também designados cobaias, são roedores originários das montanhas e planícies da América do Sul.
São animais sociais, capazes de emitir um grande leque de vocalizações, e constituem bons animais de estimação.
O seu peso adulto é de cerca de 1 kg e têm uma esperança média de vida de 4 a 8 anos. Podem ser encontradas várias cores e tipos de pelagem (curta, longa e lisa ou formando remoinhos).
Alojamento e manutenção
Os Porquinhos da Índia devem ser alojados aos pares ou em pequenos grupos de animais. Desde que sejam mantidos juntos desde jovens, as lutas são raras.
A instalação mais adequada para estes animais é uma coelheira com uma área de 0,9 m2 por animal. Deverá ter um lado completamente fechado, onde os animais possam sentir-se em segurança, e uma frente em grade. A “coelheira” pode comunicar com uma área de exercício, que deve incluir tubos ou caixas onde estes animais nervosos possam refugiar-se.
O alojamento deve situar-se num local fresco, uma vez que a exposição a temperaturas superiores a 30º C pode ser fatal para as cobaias.
O fundo da “coelheira” deve ser macio, de modo a prevenir a ocorrência de lesões nas patas. Os materiais mais adequados incluem a serradura, aparas de madeira, tiras de papel ou feno. Fazendo justiça ao seu nome, os Porquinhos da Índia não são animais muito asseados e a instalação deve ser limpa duas a três vezes por semana.
Alimentação
A variedade é essencial para proporcionar uma dieta equilibrada a um Porquinho da Índia. No entanto, isto nem sempre é fácil de conseguir na prática, porque estes animais são muito selectivos. Deve fornecer-lhe uma mistura comercial destinada a esta espécie, que é suplementada com feno e vegetais. O feno deve estar sempre disponível em grande quantidade.
Os Porquinhos da Índia necessitam de ingerir diariamente uma fonte de vitamina C. Apesar das rações para estes animais serem suplementadas com esta vitamina, ela deteriora-se muito rapidamente. É essencial ingestão diária de ¼ de laranja ou de kiwi, o fornecimento duma mão cheia de folhas de couve, ou a suplementação com vitamina C na água (0,2 – 0,4mg/ml).
Os Porquinhos da Índia têm uma tendência acentuada para a obesidade. Por esta razão, os “petiscos” (tais como cenoura e fruta em pedaços) devem ser limitados a 1 ou 2 colheres de sopa por dia.
Reprodução
As Porquinhas da Índia atingem a maturidade sexual entre as 4 e as 6 semanas de vida, mas não devem reproduzir-se antes das 12 – 14 semanas de idade. Por outro lado, também não se deve atrasar demasiado a primeira gestação, porque após os primeiros 9 – 12 meses de idade as complicações no parto são muito frequentes e exigem o recurso a cesareana.
A duração da gestação varia entre 59 e 72 dias, sendo tanto mais longa quanto menor o número de crias. As ninhadas são constituídas por 3 a 4 crias (podendo atingir 6), que nascem bastante desenvolvidas, com pêlo, dentes e olhos abertos. Conseguem ingerir alimentos sólidos desde o primeiro dia de vida, mas necessitam do leite materno até às 3 semanas de idade.©
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